Política
Em briga entre candidatos da direita, Filipe Barros acusa Curi por Diários Secretos
Faltando quatro meses para as eleições, começa a ficar claro que o clima entre os candidatos da direita ao Senado no Paraná não será pacífico. Em entrevistas, o deputado federal Filipe Barros (PL), tem deixado claro que pretende atacar com intensidade cada vez maior o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD).
Na entrevista que concedeu ao Plural, Filipe Barros já tinha dito que o eleitor precisa ficar atento para ver quais candidatos da direita são verdadeiramente “contra o sistema” e quais “já se venderam para o sistema” em momentos anteriores. Embora não tenha dito nomes, ficou claro que a referência era a Curi.
Agora, em outra entrevista como pré-candidato ao Senado, Barros afirmou que sua vida é um “livro aberto”. E emendou afirmando que, entre seus adversários, há aqueles cuja vida é “um diário secreto”. A alusão aqui foi mais clara: Diários Secretos é o nome da série de reportagens que denunciou o maior escândalo da história da Assembleia Legislativa do Paraná.
A série de reportagens, publicada em 2010 pela Gazeta do Povo e pela RPC, mostrava que por meio do uso de funcionários fantasmas foram desviados milhões de reais da Assembleia. À época, a cúpula diretiva do Legislativo paranaense era formada pelo presidente Nelson Justus e pelo então primeiro-secretário Alexandre Curi.
No Paraná, a disputa pelo Senado tem diversos candidatos à direita e apenas uma candidata mais sólida à esquerda – a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT). Estão em jogo duas vagas pelo estado.