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Aos 35 anos, Hospital Zona Norte de Londrina bate recorde histórico em cirurgias eletivas

De março a junho deste ano, a média mensal foi de 360 procedimentos. O número máximo, até então, era de 296 cirurgias, registrado em maio de 2019. Nos últimos dois anos, o Estado aportou R$ 82 milhões em aquisições, contratações, manutenção da unidade, que desde 2021 está sob gestão da Funeas.

Aos 35 anos, Hospital Zona Norte de Londrina bate recorde histórico em cirurgias eletivas
Em 35 anos de existência, Hospital Zona Norte de Londrina bate recorde em número de cirurgias eletivas no mês
Foto: Funeas
Publicado em 10/07/2023 às 12:45

Com uma média de aproximadamente 360 cirurgias de março a junho deste ano, o Hospital Dr. Anísio Figueiredo – Hospital da Zona Norte de Londrina (HZN) alcançou um recorde histórico em cirurgias eletivas desde a sua fundação, há 35 anos. No total, foram realizados 1.456 procedimentos, um desempenho inédito registrado na unidade. Somente no mês de junho o HZN atingiu a marca de 355 cirurgias, em maio chegou a 364, em abril 361 e em março 376.

O número máximo registrado até então era de 296 cirurgias, alcançado em maio de 2019. De março a junho de 2018, por exemplo, a média mensal de cirurgias era de 187 – o que significa que a média mensal de março a junho deste ano (360) é mais de duas vezes maior. O aumento na oferta de cirurgias eletivas beneficia a população dos 21 municípios da 17ª Regional de Saúde, com sede em Londrina. Dentro da Rede de Urgência e Emergência chega a abranger toda a Macrorregião Norte, que concentra 97 cidades.

O Hospital Zona Norte está sob a gestão da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas) desde outubro de 2021. Nos últimos dois anos, os investimentos do Governo do Estado na unidade somaram mais de R$ 82 milhões, destinados a novas aquisições, contratações, manutenção e gestão. Isso permitiu o avanço nos serviços prestados à população, principalmente nas especialidades de ortopedia, cirurgia geral, cirurgia vascular e, recentemente, urologia.

Mais de 80 profissionais foram incorporados ao quadro de funcionários contribuindo para a expansão dos atendimentos. Além destes, outras 43 contratações estão em processo de finalização, previstas ainda para este mês. Os investimentos ultrapassam os R$ 9,2 milhões para essa ampliação de pessoal.


ATENDIMENTO – Por meio da secretaria estadual da Saúde (Sesa), foram feitos diversos investimentos para ampliar e melhorar o atendimento do hospital. O HZN possui atualmente 125 leitos ativos, sendo 101 de internação, quatro de emergência e 20 de apoio, distribuídos nos setores de pronto-socorro, internação clínica e cirúrgica. Há também um centro cirúrgico, que comporta cinco salas destinadas a procedimentos eletivos e de urgência de médio porte.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, alguns fatores foram determinantes para o ganho em desempenho, como a mudança na própria estrutura física, reformas e aquisição de equipamentos, além do engajamento da equipe e do corpo clínico.

“Foram implementados na unidade vários projetos importantes para a saúde pública do Paraná. O Hospital Zona Norte faz parte dessa estratégia e os resultados demonstram o êxito dessa política. A orientação do governador é aprimorar nossos serviços e aumentar o número de atendentes. Quem ganha com esse resultado é a população”, ressalta o secretário.

Para o diretor da Funeas, Marcello Machado, o número recorde de procedimentos cirúrgicos demonstra a capacidade de atendimento e empenho das equipes que atuam na unidade. “Esse resultado foi alcançado mediante muito trabalho e empenho de todos. Os investimentos e reestruturação do modelo permitiram esse resultado”, disse o diretor. “Continuaremos buscando sempre melhorar, para entregar um serviço que os paranaenses necessitam”, completa.

MELHORIAS – Desde 2010 o hospital não passava por reformas. O centro cirúrgico contava com três salas regularmente ativas e outras duas onde existia a necessidade de várias adequações para o uso pleno. Depois de realizada a manutenção dos equipamentos, como ar-condicionado, e corrigidas infiltrações, adequação do piso e reparos das portas, o hospital passou a utilizar plenamente estes espaços.

Outras mudanças também impulsionaram esse aumento como o incremento em 100% na remuneração dos procedimentos cirúrgicos aos médicos prestadores, além da contratação de pessoal. Também houve reformas na recepção, nos consultórios médicos, enfermarias e salas administrativas. Foram firmados contratos para manutenção de equipamentos de assistência médica.

Já está em tramitação um projeto para reformar toda a unidade, adequando completamente a estrutura às mais recentes regulamentações do Corpo de Bombeiros, o que promoverá, além de maior segurança, mais conforto aos pacientes e servidores.

Atualmente, o ambulatório realiza mais de 2 mil consultas mensais, um número seis vezes maior do que o projetado inicialmente, que era de 350 consultas. Isso possibilitou agilidade no processo cirúrgico e qualidade no atendimento aos pacientes, com consultas, exames pré-operatórios, a cirurgia e os retornos em um único local.