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Fotógrafa vai registrar retratos de artistas paranaenses no Museu Casa Alfredo Andersen

Durante 40 dias de residência artística, o objetivo principal de Heloisa Vecchio, artista visual e arquiteta, é produzir diariamente retratos de artistas paranaenses, buscando criar um patrimônio visual com registros de personalidades emblemáticas da cena das artes visuais do Paraná.

Fotógrafa vai registrar retratos de artistas paranaenses no Museu Casa Alfredo Andersen
Museu Casa Alfredo Andersen vai registrar patrimônio vivo da arte paranaense - Foto: Kraw Penas/SEEC
Publicado em 22/06/2023 às 8:45

Museu Casa Alfredo Andersen recebeu nesta semana a fotógrafa, artista visual e arquiteta Heloisa Vecchio para o projeto de residência artística no Ateliê, espaço anexo ao museu que já recebeu diferentes artistas do mundo em períodos de produção “in loco”. Durante 40 dias, o objetivo principal dela é produzir diariamente retratos de artistas paranaenses, buscando criar um patrimônio visual com registros de personalidades emblemáticas da cena das artes visuais do Paraná, além dos estudos que dialogam com o museu e a história de Alfredo Andersen.

“Nosso intuito é criar um histórico com memórias, onde possamos mostrar que na arte existem pessoas de carne e osso, com histórias, emoções e processos, observando ainda que os caminhos trilhados demonstram e evidenciam a riqueza de suas criações”, ressaltou a artista, que assume a iniciativa de representar a diversidade de idades, linguagens e etnias, dando início às sessões fotográficas com os artistas Rogério Dias, Alfi Vivern e Leopoldino de Abreu.

Natural de Cascavel, Oeste do Estado, Vecchio começou o interesse na fotografia ainda adolescente, tirando retratos de amigos com uma cybershot cor-de-rosa (câmara digital), e assumiu a carreira em 2018 com autorretratos, ensaios, eventos, cursos e mentorias. Hoje, referencia seu trabalho como “foto-poesia”, termo que carrega a história, sensibilidade e paciência dos processos fotográficos analógicos, técnica utilizada no projeto de residência e preferência da artista por valorizar as texturas, a luz e sombra, e ainda trazer surpresas no resultado.

“O processo de espera na tecnologia analógica nos ensina a respeitar o tempo da fotografia, ao contrário da velocidade digital presente nos celulares. Às vezes, fotografo algo e, quando vejo a imagem revelada, ela adquire um novo significado, como se tivesse mudado no intervalo de tempo entre o clique e a revelação”, diz.

Com formação em Arquitetura e Urbanismo, Heloisa une a linguagem arquitetônica ao seu trabalho fotográfico ao explorar composições que refletem a relação entre corpo e espaço, seja ele natural ou um cenário montado. Essa experiência proporciona também um olhar focado na composição, luz e sombra, fatores determinantes para as fotografias, criando contrastes intensos ou suaves. No projeto de residência artística, ela prepara o ateliê para o uso dramático da luz e sombra, inspirada em cenas barrocas e renascentistas.

Esta residência artística promete não apenas criar um patrimônio visual dos artistas paranaenses, mas também despertar conexões por meio da fotografia e da fusão entre o corpo humano e o espaço do museu, com a produção de artista para artista. Para mais detalhes, o público pode acompanhar novidades, relatos e os bastidores visitando as redes sociais do Museu Casa Alfredo Andersen por meio do Instagram e Facebook.

SOBRE O MUSEU – Museu Casa Alfredo Andersen, localizado em Curitiba, é uma instituição que preserva e difunde a obra do pintor norueguês Alfredo Andersen (1860-1935), considerado o pai da arte paranaense. Abrigado pela antiga casa do pintor, o museu possui um acervo composto por diversas obras de Andersen e também abriga exposições temporárias de artistas contemporâneos, promovendo o diálogo entre diferentes expressões artísticas.