Orientações

Julho Dourado: Estado lança cartilha orientativa sobre esporotricose em cães e gatos

O lançamento faz parte da campanha do “Julho Dourado”, instituído no Paraná como o mês de reflexão sobre a saúde animal, em especial de cães e gatos, incluindo a prevenção de zoonoses – doenças que podem ser transmitidas entre humanos e animais.

Julho Dourado: Estado lança cartilha orientativa sobre esporotricose em cães e gatos
Foto: Alessandro Vieira/ARQUIVO SEDEST
Publicado em 07/07/2023 às 10:30

O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), lançou nesta sexta-feira (07) uma cartilha de conscientização sobre os riscos da esporotricose, transmitida pelo fungo Sporothrix brasiliensis, que se manifesta como uma doença cutânea e que tem crescido no Brasil, incluindo o estado do Paraná.

O lançamento faz parte da campanha do “Julho Dourado”, instituído no Paraná (2018) como o mês de reflexão sobre a saúde animal, em especial de cães e gatos, incluindo a prevenção de zoonoses – doenças que podem ser transmitidas entre humanos e animais.

A esporotricose tem crescido no Brasil, e os gatos são mais acometidos pela doença, especialmente os animais não castrados, que tendem a manter hábitos de brigas e conseguem alcançar longas distâncias em suas andanças, o que facilita a disseminação dos microrganismos no ambiente.

A infecção ocorre por meio de mordidas e arranhaduras de outro gato doente. Porém, é possível contrair a doença através da transmissão ambiental, tanto pelo hábito de escavar solo contaminado quanto por afiar as unhas em matérias de origem vegetal, como troncos de árvores e madeiras que contenham o fungo transmissor.

O ser humano contamina-se a partir do contato físico com os animais doentes, especialmente quando sofre arranhaduras e mordeduras dos bichos.

Os sintomas principais são as lesões ulceradas na pele, em geral feridas profundas, com pus, que evoluem rapidamente e não cicatrizam com facilidade. O tratamento recomendado consiste em uso de medicação oral antifúngica, prescrita por médico depois de realizado o diagnóstico e dura cerca de seis meses.

Dada a complexidade da doença, e por envolver animais, pessoas e meio ambiente, a Sedest integra o grupo técnico de trabalho organizado pelo Ministério Público do Paraná que discute de forma multidisciplinar a ocorrência da esporotricose e suas consequências. Note-se que o Estado do Paraná foi o primeiro do país a conseguir a liberação, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, do medicamento gratuito necessário para o tratamento dos animais infectados, prevenindo o contágio das pessoas e a proliferação da doença.

CARTILHA ORIENTATIVA – A melhor maneira de controle da doença é a prevenção. Para esse fim a Sedest elaborou uma cartilha com orientações aos donos de animais sobre os modos de prevenção e tratamento da doença. O material também contém fotos de como a doença se manifesta para facilitar a identificação e evitar o contágio.

Entre as orientações que podem ser citadas para prevenção da doença nos animais podem-se citar: manter os animais em casa, sem acesso à vizinhança; castrar os animais, especialmente os gatos; limpar o ambiente com água sanitária; usar equipamentos de proteção individual, como luvas e óculos ao manipular gatos doentes; manter os gatos em tratamento em local seguro e isolado; cremar os animais mortos, porque o fungo sobrevive na natureza, não sendo recomendável jogá-los no lixo, em rios ou enterrá-los; não fazer curativos locais nem banhar gatos doentes.