Trágico

PCPR conclui inquérito policial que investigava atropelamento em Cascavel

A vítima, Daiane de Jesus Oliveira, 28, foi atropelada no dia 28 de maio após um segurança aplicar spray de produto químico não letal e abandonar a vítima, incapacitada, em via pública. Dois seguranças foram indiciados por omissão de socorro, já o segurança que aplicou o spray e o motorista foram indiciados por homicídio doloso.

PCPR conclui inquérito policial que investigava atropelamento em Cascavel
Foto: Fábio Dias/EPR
Publicado em 20/07/2023 às 15:45

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito policial que investigava o atropelamento de Daiane de Jesus Oliveira, de 28 anos, ocorrido no dia 28 de maio desse ano, em Cascavel. Quatro pessoas foram indiciadas. 

De acordo com as investigações, constatou que o segurança da boate utilizou um spray contendo produto químico não letal, o qual causou cegueira momentânea na vítima. A mesma caiu em via pública em frente à boate. Logo em seguida, um veículo em alta velocidade, superior ao limite da via estabelecido em 60 quilômetros por hora, atropelou a vítima, resultando em sua morte. A perícia indicou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico. 

A perícia confirmou que o veículo estava aproximadamente a 73 quilômetros por hora e a vítima foi arrastada por cerca de 71,3 metros de distância, a partir do ponto inicial da colisão. 

“O motorista do veículo, foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com aumento de pena devido à omissão de socorro. A pena do crime é de dois a quatro anos, mas há um acréscimo de um terço até metade”, explica o delegado da PCPR Fabiano Moza. 

Um dos seguranças da boate foi indiciado por homicídio doloso, com dolo eventual por ter assumido o resultado ao aplicar o spray de produto químico não letal e abandonar a vítima em via pública. Ainda de acordo com o delegado, os outros dois seguranças foram indiciados por omissão de socorro. 

Durante as investigações foram ouvidas 15 pessoas, realizadas quatro perícias criminais e analisadas imagens de câmeras de segurança. 

O inquérito policial será remetido ao Ministério Público.